Árbitros avaliam trabalho da ANAF
De norte a sul do Brasil categoria se manifesta sobre a gestão de Marco Antônio Martins. Segundo mandato vai até o fim de 2018
Da redação
Atualizado em 04/08/2015 às 05h45

RIO DE JANEIRO – De 25 a 27 de julho o Voz do Apito ouviu parte dos árbitros de futebol do Brasil com o intuito que eles avaliassem o desempenho da diretoria da ANAF à frente do órgão. Embora alguns “associados” tenham optado em se acovardar e não manifestaram opinião sobre o tema, a grande maioria falou com entusiasmo com relação ao que estão vendo.

Presidente da entidade desde 2010, o sindicalista catarinense Marco Antônio Martins pode não ser unanimidade, porém entrou para história do futebol depois que a ANAF conseguiu aprovar a Lei que regula a atividade de árbitro de futebol no Brasil, algo que tramitava na câmara desde a década de noventa.

Entre os vários desafios encontrados em sua pasta, estava o tão cobiçado direito de imagem para os árbitros que com a aprovação da MP do Futebol, de fato deverá deixar de ser um sonho e tornar-se-á realidade. Mas para que isso ocorra, a ANAF precisa fortalecer o seu departamento jurídico e também contar com o apoio maciço da categoria objetivando fazer com que a MP traga os benefícios esperados de uma forma geral.

Entre erros e acertos boa parte dos árbitros ouvidos pelo VOZ DO APITO avaliaram a gestão de Marco Martins como ótima. Embora os que criticaram tenham pedido anonimato, a grande maioria não só fez questão de opinar, como também de que os nomes fossem divulgados.

Um deles foi o ex-FIFA Francisco Carlos do Nascimento, de Alagoas, que recentemente assumiu o comando do Sindicato dos Árbitros de Alagoas. Segundo Chicão, Martins faz um excelente trabalho e sabe o que a categoria necessita:

- Na minha visão a diretoria da ANAF faz um excelente trabalho. Nós temos um presidente proativo que atende a todos sem distinção de escudo ou estado. Impossível falar do Martins sem citar as conquistas de sua administração nesses cinco anos como o direito de imagem e a profissionalização. Participei pessoalmente desta conquista e sou testemunha do seu empenho incansável que infelizmente não é valorizado como deveria. Opinou.

Já o árbitro FIFA Dewson Freitas, do Pará, disse que a ANAF realiza um trabalho promissor que visa contribuir para o crescimento da atividade no país. O mesmo disse o árbitro mineiro Cleisson Veloso, que além de promissora afirmou que a atual administração é inovadora, participativa e sempre voltada para a melhoria da arbitragem nacional.

Tido entre os melhores árbitros em atividade no país, Luiz Flávio de Oliveira também se manifestou favoravelmente. Segundo o FIFA de São Paulo, a diretoria da associação faz um trabalho muito bom:

- Acho que o trabalho está muito bom. Sabemos das dificuldades do cargo, mas estou sempre à disposição para ajudar dentro das minhas possibilidades sempre em favor da arbitragem. Disse.

Aspirante ao quadro internacional, o auxiliar pernambucano Clovis Amaral disse que a ANAF tem desempenhado um trabalho importante na busca efetiva da profissionalização da arbitragem brasileira. Segundo o assistente, os diretores do órgão sabem que há muitos avanços a serem conquistados, mas o trabalho até aqui vem sendo muito bom.

Prestes a pendurar a bandeira por atingir a idade limite, aos 45 anos o auxiliar goiano Evandro Gomes deu o seu ponto de vista:

- A boa relação entre a ANAF e a CBF ajudou para que a nossa profissão fosse reconhecida. No entanto, entendo que até hoje a profissionalização da arbitragem não foi colocada em prática. Sei dos avanços, inclusive sobre as taxas de arbitragem, mas aproveitando a oportunidade gostaria de perguntar ao presidente da entidade por qual motivo nós, auxiliares, não pagamos 50% do que os árbitros pagam de anuidade? Se recebemos a metade, na minha visão devemos pagar a metade. Argumentou.

O auxiliar sergipano Clariston Clay Rios falou com entusiasmo sobre as ações da entidade até então:

- Vejo o Martins como um sujeito sério e extremamente empenhado na busca de melhorias para a categoria. Dentro de suas possibilidades, busca sempre o melhor. A sua diretoria é talentosa, atenciosa e prestativa. Elogiou o FIFA de Sergipe.

O árbitro paraibano Éder Caxias fez coro com Cleriston Clay. Segundo Caxias, Marco Martins faz uma das melhores administrações da história da entidade e precisa do apoio da categoria para conseguir continuar sendo um dirigente produtivo. Ainda segundo Éder, outro personagem da ANAF também tem ajudado muito. Trata-se de Salmo Valentim, diretor da entidade apontado como um dos mais respeitados e influentes do país.

Promovido este ano ao quadro de aspirante FIFA, o catarinense Braulio Machado opinou sobre o tema afirmando que Marco Martins é um batalhador:

- Penso que a ANAF vem sendo muito bem conduzida pelo Marco e acredito em dias cada vez melhores. O trabalho que vem sendo desempenhado é de extrema importância para o desenvolvimento da arbitragem nacional.

- Muitas vitórias foram alcançadas, como a aprovação da MP do Futebol que assegura uma conquista histórica para a arbitragem através do direito ao repasse de uma parcela equivalente a 0,5% da receita proveniente do direito de arena, dentre tantas outras coisas.

- Além da participação de eventos nacionais que tratam do futebol, a ANAF tem realizado simpósios de alto nível em todo país proporcionando aos árbitros uma participação mais efetiva opinando e sugerindo modificações.

- Somos sabedores de que muitas coisas ainda precisam melhorar, mas se trabalharmos juntos pelo mesmo ideal, pensando em comum, alcançaremos ainda mais vitórias.

- Falando do Marco Martins especificamente o vejo como um grande batalhador que tem um coração enorme. É um cara sincero, alegre, dedicado e parceiro dos árbitros de todo país. Concluiu.

Para o maranhense Paulo Moreira, a ANAF trabalha em prol da valorização da categoria:

- Entendo que a nossa entidade apresenta uma gestão onde prioriza principalmente a valorização da profissão. O trabalho é bom, mas ficaria excelente se a entidade procurasse conhecer de perto a realidade da arbitragem em cada estado. Apesar de ter os sindicatos representativos, entendo que uma presença mais efetiva seria de fundamental importância para que a categoria tenha a oportunidade de se expressar. Terceirizando isso através dos sindicatos, infelizmente muitas informações podem chegar distorcidas e esses encontros estaduais com os dirigentes da ANAF resolveriam isso. Opinou.

Para o árbitro pernambucano Gilberto Castro, a diretoria da ANAF tem conseguido muitos avanços e dentro de suas possibilidades trabalha para a melhoria da classe. Já o assistente candango Luciano Benevides pediu mais empenho dos sindicatos em relação aos temas discutidos nos congressos da entidade em todo país:

- A ANAF tem tido resultados incríveis no campo da estrutura da entidade e lobby junto aos políticos na busca de leis que garantam um futuro mais digno no campo da relação de trabalho dos árbitros. Em contrapartida, deixa muito a desejar quando o assunto é o “presente”. Vejo problemas que carecem de uma intervenção imediata da associação e patinam na então gaveta da presidência. Taxas defasadas, diárias, material de arbitragem, critérios de ascensão, divisão de trabalho... são queixas constantes de toda classe. Como partícipe assíduo nas assembleias da entidade, sou prova que: o que é discutido e deliberado nesses encontros, 70% cai no esquecimento não tendo efetivo avanço.

- A relação de trabalho da diretoria da ANAF com a CBF também é alvo de questionamentos. Apesar de conhecer e atestar a idoneidade e seriedade destes, soa sempre estranho ao grupo essa aproximação.

- Mas diante de críticas construtivas, faço a meia culpa da categoria por uma efetividade, presença, união maior na coletividade. Entendo que enquanto a luta sangrenta for por escalas, perde a classe como um todo e assim como não existe exército sem general, não existirá um comandante à frente de um batalhão de acovardados! – Sentenciou.

Essas foram algumas das 187 repostas que recebemos sobre o tema sugerido. Esse fórum nacional serve para que a entidade continue firme e forte no propósito de lutar pela categoria independentemente de estado ou escudo, como opinou Francisco Carlos do Nascimento no início da matéria.

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