22/03/2017 | 05h:25

Leandro Lincoln abandonou a carreira e entregou seu escudo de CBF




O campeonato potiguar, como é conhecida a nossa disputa entre os clubes de futebol norte-rio-grandenses, tem se mostrado com alto nível técnico em relação à aplicação das regras de futebol. Lembrando que é o primeiro certame estadual com a utilização das novas emendas às regras, e principalmente às novas interpretações de lances de alta complexidade, como mão na bola, que pode ou não ocasionar a marcação de uma penalidade máxima, como também, a interpretação da marcação do impedimento, o que pode resultar na confirmação ou não de um gol. 

Tal constatação pode ser alcançada, pois nesta primeira fase, poucos foram os lances polêmicos que são aqueles lances duvidosos, que metade dos expectadores entendem que foi uma coisa, a outra metade entende outra. Além disso, os que foram em relação às emendas das regras foram dúvidas mínimas, em torno de 10% delas, tendo como maioria das dúvidas àquelas que sempre estiveram nos campos de todo país, como interpretação de faltas, dentro e fora da área, e aplicação de cartões, interpretações estas, que exigem um alto grau de subjetividade e de técnica de condução da partida, que se baseiam, por exemplo, em “clima   da partida”, listado no livro de regras como ambiente, ou  “gravidade da infração”, termos que são altamente subjetivos e que levam a diversas opiniões diferentes. 

Apesar de tudo isso, a conclusão que se pode chegar foi à que o nível da arbitragem do Estado do Rio Grande do Norte tem se mostrado elevado, que pode ser comprovado quando se vê muitos de nossos árbitros sendo escalados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a Copa do Nordeste ou quando se surpreende com a não-escalação de árbitros do quadro da Federação Internacional de Futebol (FIFA) em jogos considerados de maior complexidade, como os “clássicos”, decisão que entendo ser a mais correta, o que demonstra um aumento da confiança nos árbitros locais. Nos últimos “grandes” jogos, antes dessa acertada decisão, tivemos árbitros FIFA como Dewson Fernando Freitas, Ricardo Marques, Anderson Daronco e Héber Roberto Lopes.

O que se sabe é que a Escola de Formação de árbitros de futebol (EFAF), nas pessoas de José Nilman Analista de arbitragem CBF, Aldeilma Luzia Instrutora CBF, Igor Costa Instrutor CBF, e este que vos fala, com o apoio de George Cunha Psicólogo, têm acompanhado e orientado, sempre que possível e necessário, todos os árbitros potiguares. 

Como sempre há “altos e baixos” em tudo na nossa vida, na arbitragem também é assim. Estou falando da saída de nosso amigo da vida de arbitragem, Leandro Lincoln Santos Neves, que fez ótimas atuações neste ano como no jogo da Copa do Nordeste entre CRB-AL e Sport-PE, tendo também na equipe os árbitros Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro e Francisco Jailson Fernandes da Silva. Leandro alegou motivos particulares para deixar a arbitragem, porém acredita-se que como a arbitragem brasileira não é considerada uma profissão, todos devem ter jornadas duplas, e quase sempre triplas (manhã, tarde, e noite), ou sêxtuplas, pois há a necessidade de viagens, estudos, treinos, participação de formações técnicas, nas duas “profissões” que o árbitro escolher, o que pode prejudicar o desempenho em uma delas, ou quase sempre nas duas, o que leva à necessidade de escolha entre uma ou outra, ou seja, pra quem não sabe, nossos árbitros brasileiros são também contadores, advogados, engenheiros, entre outros.

Sobre este tema, lembrei do amigo e árbitro Carlos Alberto, conhecido como “O Cova”, por ter sido coveiro em um cemitério aqui em Natal/RN, profissão de poucos vocacionados, o que gerou até uma matéria feita pela Rede Globo de Televisão, localmente denominada Inter TV Cabugi. O amigo nos presenteou com uma literatura de cordel feita por Abaeté do Cordel que sobre isso escreveu o seguinte: 

“Árbitro de futebol: sem ele a bola não corre. É uma profissão ingrata, mas com certeza feliz, todo mundo tem respeito, no apito e no que diz, se ele trabalha certinho, ninguém percebe o juiz. Jogador ganha milhões, juiz uma mixaria, sem o homem do apito, o futebol não haveria, o domingo do brasileiro, era sem ter alegria. Muitos árbitros precisam, de outros profissão ter, só apitando futebol, não dá para se manter, quem inicia não tem, nem para sobreviver.”

A notícia ruim da saída de um amigo tem o outro lado, que é a notícia boa da entrada no quadro da CBF do árbitro George Ítalo Antas Nogueira, que se espera e se aposta na manutenção das boas atuações apresentadas nos jogos locais, e que se multipliquem nos jogos nacionais. 

Na última matéria citei o bom desempenho de árbitros centrais, e desta vez destacarei os assistentes que tem sido lembrados pelas comissões de arbitragem da CBF e FNF, demonstrando as boas atuações que estes vêm apresentando: Luis Carlos de França Costa, Flávio Gomes Barroca, Lorival Cândido das Flores, Vinícius Melo de Lima, Francisco Jailson Fernandes da Silva, Jean Marcio dos Santos e Francisco de Assis da Hora. 

Com tudo isso, percebe-se que estamos no caminho certo, e que o ano de 2017 tem se apresentado como bastante promissor. Desejamos toda paz e felicidades a todos, e que o estudo e trabalho contínuo, não sejam apenas para “cumprir tabela”, mas que se desenvolvam naturalmente, e que traga excelentes resultados a todas as áreas esportivas do Brasil e do mundo. 

Até breve!



09/02/2017 | 04h:31

O ano começou para a arbitragem potiguar




A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), conjuntamente com a Escola de Formação de árbitros de futebol (EFAF), nas pessoas de José Nilman - analista de arbitragem CBF, Aldeilma Luzia - Instrutora CBF, Igor Costa - Intrutor CBF e George Cunha - Psicólogo FNF, organizaram e acompanharam a nossa pré-temporada, juntamente com o instrutor da CBF, Nilson de Souza Monção, durante três dias, 06, 07 e 08 de janeiro, trabalhando em apoio à competição estadual, como também, com o intuito de observar a arbitragem, intencionando buscar oportunidades de melhorias dos árbitros potiguares. 

Nesse contexto de integração, no final do ano passado o Sindicato de Árbitros de Futebol do Estado do Rio Grande do Norte (SINDAFERN), com o apoio da FNF, deslocou-se para Brasília, DF, para participar do segundo campeonato nacional de futebol de campo, organizado pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). O campeonato teve como campeão o DF, segundo lugar o RS e o RN ficando em terceiro lugar nacionalmente. Além do congraçamento entre árbitros de diversos locais do Brasil, o evento proporcionou também, discussões salutares sobre as regras do futebol bretão, como também na evolução  da sua aplicabilidade. Em 2017, o terceiro campeonato brasileiro está previsto para ser realizado em Cuiabá, MT.

Aliado a tudo isso, a FNF e EFAF abriram mais um curso para formação de uma nova turma de árbitros, o que é parte para uma intensificação da busca de “sangue novo” com um planejamento anual de aulas teóricas e aulas práticas, que dará continuidade no Rio Grande do Norte a um trabalho que almeja pelos bancos escolares e dentro do campo de jogo, atingir bons resultados. A utilização de situações de jogo com uso de todas as regras e simulando situações reais, que possuem grande probabilidade de se repetirem nas partidas, tem se mostrado positivas, pois sua utilização sai da escola e tem sido aplicadas, quer sejam em partidas amadoras ou profissionais.

A FNF e EFAF tem atingido sucesso com estas práticas desenvolvidas pela escola, pois comprova-se nas pessoas dos árbitros Caio Max, Leandro Saraiva, Zandick Alves, Pablo Ramon, e vários outros que têm se destacado em nível nacional e local, pois o campeonato potiguar já teve início e em seus primeiros jogos a interpretação da comissão de arbitragem e imprensa desportiva é que as partidas tiveram atuações impecáveis por parte da arbitragem.

Desta forma, desejamos um feliz ano de 2017 a todos, de todas as modalidades, árbitros, jogadores, imprensa e leitores, aproveitem este momento para reflexão, e que seja um ano que todos conquistem o sucesso almejado.

Desejamos toda paz e felicidades, e que neste novo ano o Fair Play domine em todas as áreas esportivas do Brasil e do mundo.




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