Justificando o escudo da FIFA
Atuações incontestáveis de Dewson Freitas no Campeonato Brasileiro o credenciam para o `top 3´da arbitragem nacional
Da redação
Atualizado em 10/08/2015 às 09h25

PARÁ – Comandar um espetáculo sem ser percebido no campo de jogo talvez seja a tarefa mais difícil para um árbitro de futebol. Mas quem quer chegar ao ápice da carreira precisa se acostumar a enfrentar estádios lotados de torcedores que no primeiro deslize da arbitragem fazem com que o quesito “discrição” nem sempre dê certo.

Facilmente apontado como um dos três melhores árbitros em atividade do Brasil na atualidade, o paraense Dewson Freitas sabe bem o que é isso. Oriundo de uma região do país onde o futebol local é praticamente uma religião, o FIFA do norte brasileiro parece não se incomodar de atuar em estádios entupidos de gente.

Das 11 partidas que apitou na Série A do Campeonato Brasileiro até aqui, Freitas teve a oportunidade de comandar um dos mais importantes clássicos do futebol nacional na última rodada do torneio. Árbitro que não apita um Grenal não é capaz de ter a dimensão da sensação de participar de um espetáculo que mexe com a paixão do povo brasileiro.

No auge de uma carreira que cresce vertiginosamente, se continuar apitando como observou-se na partida de ontem, na Arena do Grêmio, tudo indica que pela primeira vez na história do futebol paraense um árbitro marajoara terá a oportunidade de dar saltos mais expressivos na carreira, como por exemplo, estar inserido em um processo de seleção para uma Copa do Mundo.

Embora esteja em seu primeiro ano na FIFA, Dewson mostra a cada dia reunir todos os ingredientes que moldam o chamado “árbitro contemporâneo”. Além de investir pesado na carreira estudando línguas estrangeiras e ser adepto a uma rotina pesada de treinamentos, ele é sem dúvidas o maior achado do futebol nacional nos últimos dez anos.

Tudo isso é prova de que a região norte do Brasil é capaz de revelar árbitros de qualidade com potencial internacional. Méritos da Comissão Nacional de Arbitragem que, em parceria com a CEAF-PA, acreditou nesse árbitro que há tempos deixou de ser uma promessa e virou uma grande realidade.

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