Dia histórico para a arbitragem brasileira
Mesmo sob pressão, Marco Martins autoriza protesto dos árbitros antes da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro e se emociona: “Cumpri o meu papel!”
Da redação
Atualizado em 12/08/2015 às 22h55

RIO DE JANEIRO – Insatisfeitos com a medida arbitrária da presidente Dilma Rousseff que vetou o trecho da MP 671/15 que garantiria repasses referentes ao direito de arena para os árbitros de futebol, sob a regência de Marco Martins, Presidente da ANAF, árbitros e auxiliares realizaram antes da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro um protesto simbólico em todo país que entra definitivamente para a história do futebol nacional.

Com uma faixa preta nos braços e outra no punho, os árbitros atrasaram em 1 minuto a rodada do torneio levantando a placa de substituição com o número “0,5%” em alusão à quantia perdida com o direito de transmissão que seriam repassados a categoria caso o veto não ocorresse. Nos dez jogos da rodada o protesto será feito.

Em contato com a reportagem do Voz do Apito no início da noite desta terça-feira (12/08), Marco Martins não segurou a emoção e desabafou:

- São anos de uma luta que só quem a vive sabe das dificuldades que encontramos para fazer a coisa acontecer. Dedico o dia de hoje a toda a minha diretoria e aos árbitros que estão engajados nesse movimento que se fortalece cada vez mais. A emoção é grande e a força de vontade de fazer justiça maior ainda. Explicou.

Ex-árbitro da FIFA, o deputado federal do PSD do Paraná, Evandro Rogério Roman, foi um dos líderes do movimento. Além de fazer um discurso na Câmara Federal chamando a presidenta Dilma Rousseff de irresponsável, Roman sugeriu a categoria para fazer uma paralisação nacional objetivando que o veto seja derrubado.

Em seu pronunciamento na Tribuna da Câmara, o deputado mostrou toda a sua indignação.


Nesta quinta-feira (13/08) sindicatos de arbitragem em todos os estados realizarão assembleias coletivas que terão como objetivo deliberar sobre os próximos passos do protesto. Embora nos bastidores da arbitragem brasileira o movimento grevista seja praticamente nulo, há uma força tarefa para que uma ampla resposta seja dada em relação ao direito de arena destinado aos árbitros de futebol. Como consequência, uma ação coletiva será impetrada contra a TV que detém o direito de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro para que os árbitros não apareçam nas transmissões.

Imediatamente aos protestos serem vistos em todo país, ex-árbitros usaram as redes sociais para se manifestar. Para o capixaba Wallace Valente, a ANAF fez o que tinha de ser feito:

- Estou feliz com o que vi hoje. Já é alguma coisa. Sabia que não iria morrer sem ver isso. Disse.

Ex-árbitro da FIFA e comentarista de arbitragem do Esporte Interativo, José Roberto Wright criticou o governo Dilma:

- Ela (Dilma) continua ser uma incompetente analista dos fatos. Sra. Dilma, o árbitro é aquele cara de preto, com um apito na mão que fica correndo dentro dos campos de futebol errando e acertando nas marcações e tendo a sua imagem usada e vista por milhões de pessoas. Por isso, minha senhora, é que os 0.5 % de direito de arena que a Sra. vetou para os apitadores, foi mais um erro de suas decisões. E nós árbitros devemos reagir contra os que intercederam para esse veto covarde e incompetente ocorrer. – Alfinetou.

Semelhante ao que ocorria até o fim da década de noventa, a ANAF estuda pedir a CBF que a arbitragem receba, além das taxas de arbitragem, 1% do que for arrecadado nas rendas dos jogos. Isso melhoria consideravelmente as taxas dos profissionais e poderia ser o estopim para o fim desta polêmica.

Assistente paulista pode ser expulso do quadro associativo da ANAF

Um dos mais fracos árbitros assistentes do futebol brasileiro resolveu, mais uma vez, aparecer. Só que dessa vez não foi por conta dos mais variados erros de arbitragem que comete, mas sim, por ter esbofeteado todos os colegas de fardamento do Brasil ao, "opcionalmente", não participar do protesto deixando os colegas no jogo entre Internacional x Fluminense sozinhos no meio de campo.

Vicente Romano Neto que chegou ser aspirante ao quadro internacional, mas saiu por deficiência técnica, em 2007 participou de um congresso da ANAF levando várias procurações de sindicatos estaduais objetivando que José de Assis Aragão, ex-presidente da entidade, tivesse as contas de sua gestão aprovadas mesmo depois de vários indícios de irregularidades.

Esse ato individualista, vergonhoso e lamentável pode gerar ao auxiliar paulista a exclusão do quadro associativo da ANAF. Pelo menos é isso o que boa parte da categoria já começa a se mobilizar para que aconteça. Além disso, só aumenta a sua antipatia diante dos colegas que compraram a briga da ANAF e participaram do movimento.

Vice-Presidente da ANAF na região sudeste, o Voz do Apito espera que Arthur Alves Júnior, Presidente do Sindicato dos Árbitros de São Paulo, se manifeste em relação a esse ato vexatório bancado por um dos mais ineficazes auxiliares do Brasil.

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