De Guará para o Brasil
Prestes a completar 38 anos de idade, árbitro paulista “CBF-3” estreia na Série A no mesmo ano em que é indicado para o quadro
Da redação
Atualizado em 14/08/2015 às 00h55

SÃO PAULO – Não é comum que um árbitro seja escalado apitando na Série A do Campeonato Brasileiro logo em seu primeiro ano no quadro nacional. Porém com o paulista Vinícius Gonçalves Dias de Araújo, ao contrário do que ocorre com a maioria dos seus colegas, foi justamente isso o que aconteceu. Depois de fazer um Campeonato Paulista impecável ele acabou tendo uma promoção que infelizmente poucos árbitros no Brasil tiveram ao longo de suas carreiras.

Mas se engana quem pensa que ele chegou à elite do futebol brasileiro da noite para o dia. Acostumado a apitar jogos de várzea na cidade de Guaratinguetá onde reside até hoje, o professor de educação física formou-se árbitro de futebol em 2004 e só não chegou antes por conta da falta de oportunidades em São Paulo, seu estado de origem.

Na arbitragem brasileira são poucos e seletos os árbitros que praticamente estrearam apitando jogos na Série A do Brasileirão. Embora tenha apitado um jogo pela Copa do Brasil este ano, mesmo que entrou na CBF, Vinicius Araújo não passou pelas séries: B, C e D e foi direito a série A na partida em que o Corinthians recebeu o Palmeiras em sua arena pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Na rodada seguinte apitou mais um clássico, só que dessa vez entre Santos x Ponte Preta.

É bem verdade que o trabalho deste árbitro já vinha sendo avaliado pela comissão nacional durante o campeonato paulista. Talvez seja justamente por esse motivo que Sérgio Corrêa não titubeou ao designá-lo para apitar dois clássicos paulistas seguidos na Série A do Brasileirão mesmo em seu primeiro ano no quadro nacional.

Ex-jogador profissional com passagens por alguns clubes de São Paulo, o carequinha do interior de São Paulo tem qualidades e só não vai chegar à FIFA por conta de sua idade. Se fosse descoberto pelo menos três anos atrás, seguramente a arbitragem paulista teria nele a oportunidade de nivelar a qualidade técnica de seus árbitros internacionais, algo que com Raphael Claus no quadro dificilmente ocorrerá.

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